26.10.12

Como escolher um cavalete

A alma do instrumento é o principal responsável por espalhar as vibrações para todos os pontos de passagem de vibração do instrumento. E a barra harmônica, é a principal responsável por recepcionar essas vibrações, e estabilizá-las separando freqüências graves e equilibrando os graves e agudos. E o cavalete, é o principal responsável por mandar toda a informação das cordas para a alma, tampos e barra harmônica. 

Ou seja, todas as partes funcionam como engrenagens. E, mecanicamente falando, o cavalete é a primeira engrenagem. A primeira etapa do processo é dele. Por isso ele tem um valor respeitável em tudo isso, e merece atenção. Não é preciso falar que existem cavaletes bons, razoáveis ruins e péssimos. Se você vai num luthier, e compra dele, mas não sabe como escolher, ele te indica um bom.

Mas e se você compra numa loja de instrumentos, aonde aquele que vai te vender, é apenas um vendedor que só sabe a marca e o preço, e a única referência que ele te dá é que “costuma sair muito desses”? Como escolher um bom cavalete para o instrumento?

Solução: Primeiramente, vamos separar os bons dos chineses. Anton Breton, Cremona, Palatino, etc. São todos chineses, feitos de madeira altamente ruim, e com formato levemente irregular. Cavaletes mínimos aceitáveis, que são bons e são acessíveis, são o Aubert ***, Baush e Teller. A partir deles, já entram os ótimos, com madeira mais selecionada, como os Aubert a Mirencourt, Tourte e Aubert Mirencourt Deluxe. 

Para saber um bom, há duas maneiras: Separe alguns, segure-o de leve por um dos pezinhos, e dê “petelecos”, e observe o ruído que fizer. Quanto mais agudo o som ressoar, próximo do “tic, tic”, melhor o cavalete. Alterne também, jogando-os devagar sobre uma mesa, e também escute o som. A outra maneira, a mais difícil e mais confiável, é observar os veios verticais dele. Quanto mais os veios seguirem retos da ponta do cavalete melhor.



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