Mostrando postagens com marcador Johann Sebastian Bach. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Johann Sebastian Bach. Mostrar todas as postagens

16.10.12

O que é Naipe de instrumentos ??


Os instrumentos de cada naipe compartilham determinadas "características comuns à família". No naipe das cordas os sons são obtidos pela vibração produzida quando se passa um arco transversalmente nas cordas ou quando se dedilham as cordas. No naipe das madeiras e no dos metais os sons são produzidos pelo sopro do executante. Todos os instrumentos de percussão são percutidos ou agitados.
   A localização dos naipes da orquestra na plataforma de concerto obedece a uma razão prática. Por causa das características comuns a cada família, os instrumentos de cada naipe são dispostos lado a lado ou uns atrás dos outros, formando grupos. A plataforma é construída em planos sucessivamente elevados e os naipes são dispostos de forma a proporcionar um equilíbrio e uma combinação dos variados sons e timbres instrumentais. O regente (maestro) deverá poder ouvir cada instrumento com a maior clareza, assim como, cada instrumentista deverá poder ver o regente.


· Cordas:                                        
  • Violino;                                 
  • Viola;
  • Violoncelo;
  • Contrabaixo;
  • Harpa
  • Piano


· Sopros:
Metais:
    • Trompete;
    • Trombone;
    • Trompa;
    • Tuba;
    • Saxhorne;
    • Saxofone;

Madeira:
    • Oboé;
    • Fagote;
    • Contra fagote;
    • Clarinete;
    • Clarone;
    • Flautas;
· Percussão:
  • Caixa;
  • Prato;
  • Bombo;
  • Pandeiro;
  • Triângulo;
Algumas Observações:
     O piano não é um integrante "efetivo" de uma orquestra, sendo usado, até o século XIX, principalmente em solos.
     Geralmente, uma orquestra sinfônica é composta por mais de 100 integrantes, sendo que o violino é peça fundamental, sendo o naipe mais numeroso dos instrumentos da orquestra moderna.

Eduardo Logan

Fontes:
Read more: http://mitologiasemisterios.blogspot.com/2011/02/instrumentos-que-compoem-uma-orquestra.html#ixzz29Sl94Lq3

14.10.12

Música clássica é usada para melhorar qualidade de vinhos na Itália


Em Frassina, nas colinas da região da Toscana, experiência que começou com 12 caixas acústicas, hoje tem 80 e já apresenta os primeiros resultados científicos.



A previsão do tempo é sempre acompanhada com atenção pelos agricultores. As condições climáticas são fundamentais para eles, assim como a qualidade do solo. Mas os correspondentes Ilze Scamparini e Maurizio Della Costanza mostram que um produtor da Itália descobriu mais um fator importante no cultivo de uvas.
O que parecia uma intuição romântica tornou-se um método vitorioso. Em Frassina, nas colinas da região da Toscana, onde se produz um dos vinhos mais famosos do mundo, o Brunello di Montalcino, a plantação de uvas reage muito bem ao repertório clássico de Mozart. O homem que sonorizou o campo, Giancarlo Cignozzi, deixou a profissão de advogado há 12 anos.
“Foi depois de uma viagem à Amazônia, quando um pajé disse que a minha vida seria feita de vinho e música”, ele conta.
Os vinhedos crescem com a música de Mozart durante 24 horas por dia. As composições escolhidas usam sempre os mesmos instrumentos: cordas e piano. As óperas e as grandes orquestras foram excluídas para não estressar as plantas. A experiência, que começou com 12 caixas acústicas, hoje tem 80 e já apresenta os primeiros resultados científicos.
Um engenheiro agrônomo afirma que a música ajuda a afastar insetos ou parasitas. O professor Stefano Mancuso, pesquisador da inteligência das plantas na Universidade de Florença, explica que a vibração da música estimula a produção de polifenóis, substâncias responsáveis pelo gosto agradável, e que dão ao vinho aquela característica saudável se consumido em pequenas doses.
O produtor de 50 mil garrafas por ano acredita que o cultivo musical pode ser uma forma sustentável para o futuro, e que não faz diferença para os cachos ouvir uma sinfonia de Mozart ou um sambinha, desde que seja suave.


6.10.12

Johann Sebastian Bach, vida e obra

Bach (riacho, em alemão) deveria se chamar Ozean (oceano) e não Bach!". A frase é de ninguém menos que Ludwig Van Beethoven e, se um músico da grandeza de Beethoven assim se pronuncia sobre ele, bem se pode imaginar a dimensão que se pode atribuir ao compositor barroco Johann Sebastian Bach.

Na verdade, desde Veit Bach, que no século XVI tocava cítara, até 1685, são contados 27 músicos na família Bach. O mais célebre, porém, merecidamente, foi Johann Sebastian Bach, que nasceu em Eisenach, uma pequena cidade da Turíngia, no centro da Alemanha. Seu pai, Johann Ambrosius Bach, era um músico da cidade e ensinou Bach a tocar violino e viola e a escrever as notas musicais, além de criá-lo na fé protestante.

Seus pais morreram antes que completasse 10 anos e a continuação de sua formação musical ficou a cargo de seu irmão, Christoph, que trabalhava como organista em Ohrdruf, cidade próxima, onde passariam a morar. Aos quinze anos, Johann Sebastian ingressou na escola de São Miguel de Lünenburg, onde cantaria no coro da igreja e teria ensino formal de música.

Em suas viagens de férias aos centros culturais mais próximos, familiarizou-se com a obra de Jean-Baptiste Lully e François Couperin. Em Hamburgo, conheceu a grande tradição alemã de Jan Adams Reinken e Vincent Lübeck. Bach fez progressos admiráveis, e, aos dezoito anos, foi contratado como organista da nova igreja de Arnstadt, recém-construída, onde permaneceu de 1703 a 1707. Ausentando-se por quatro meses, conheceu em Lübeck o célebre Dietrich Buxtehude, de quem recebeu lições que modificariam sua maneira de interpretar o órgão.

De volta a Arnstadt, Bach não foi bem aceito no templo, o que fez com que ele aceitasse o cargo de organista na igreja de São Blásio de Mühlhausen. Foi nesses dois locais que começou a compor sua primeiras obras religiosas.

Casou-se em outubro de 1707 com sua prima Maria Bárbara, que morreria 12 anos depois. Deste casamento ficaram sete filhos, dos quais três se tornaram músicos; Wilhem Friedemann, Carl Philipp Emanuel e Johann Gottfried Bernhard. Entre 1707 e 1717, trabalhou como organista, violinista e compositor na corte de Weimar, período cheio de conflitos com o duque, já que ambos tinham personalidades difíceis.

Então, Bach foi para Köthen, onde trabalhou para o príncipe calvinista Leopold d'Anhalt-Köthen. Foram cinco anos frutíferos, embora Bach não pudesse escrever música religiosa, ficando restrito à música profana. Datam dessa época os "Concertos de Brandenburgo", o "Cravo Bem-Temperado", a maior parte de sua música de câmara e as suítes orquestrais.

Em 1721, Bach casa-se com Anna Magdalena Wülken, cantora da corte. Com ela teve treze filhos, sendo que dois deles - Johann Cristoph Friedrich e Johann Christian - também se tornaram músicos.

Em maio de 1723, Bach obteve o cargo de "kantor" (professor e diretor musical) na Igreja de São Tomás, em Leipzig. Embora descontente com a rotina do trabalho, foi ali que compôs a maior parte de suas cantatas, a "Missa em Si Menor" e as duas paixões mais conhecidas - a de São João e a de São Matheus.

De suas composições, duas das mais popularmente conhecidas são a "Tocata e Fuga em Ré Menor" e "Jesus, Alegria dos Homens". "Oferenda musical", "Oratório de Natal", e a inacabada "A Arte da Fuga" são outras grandiosas criações de Bach, que durante muito tempo teve sua obra considerada como mística e hermética.

Johann Sebastian Bach começou a se retirar da vida ativa a partir de 1747. Dois anos depois, operado de catarata por um charlatão inglês, ficou praticamente cego.

Apesar da genialidade, Bach não foi compreendido nem devidamente no seu tempo. Após a sua morte, suas músicas praticamente caíram no esquecimento. Sua obra ficou nas sombras até 1829, quando Felix Mendelssohn regeu a Paixão Segundo São Mateus em Berlim, o que garantiu o resgate da obra do compositor e a sua consagração definitiva




Copyright UOL. Todos os direitos reservados. É permitida a reprodução apenas em trabalhos escolares, sem fins comerciais e desde que com o devido crédito ao UOL e aos autores


29.9.12

Vida e obra de Maxim Vangerov



Maxim Vengerov (Novosibirsk, 20 de Agosto de 1974) é um violinista russo.

Iniciou os seus estudos de violino aos quatro anos de idade e deu o seu primeiro recital um ano depois, interpretando obras de Paganini,Tchaikovski e Schubert. Estudou com Galina Turtschaninova em Novosibirsk e continuou a sua formação em Moscovo, com esta mesma professora, regressando depois à sua cidade natal para trabalhar com Zakhar Bron. Aos dez anos de idade ganhou o Primeiro Prémio no Concurso Wieniawsky (Polónia) para jovens instrumentistas e em julho de 1990 foi primeiro classificado no Concurso Internacional de Violino Carl Flesch. Desde então, tem sido reconhecido como um dos maiores violinistas de sempre.
Apresentando-se regularmente com os mais prestigiados maestros e orquestras do panorama internacional, Maxim Vengerov realiza recitais em todo o mundo, recolhendo o reconhecimento generalizado da crítica e do público.
Na temporada de 1998-99 interpretou o Concerto Cantabile de Chtchedrin (composto especialmente para si por Rodion Chtchedrin) e participou num concerto em Chicago com Barenboim e Yo-Yo Ma.
Na temporada seguinte realizou uma digressão pela Europa com a Orquestra de Câmara Inglesa, no decurso da qual se apresentou pela primeira vez na dupla qualidade de intérprete e de director de orquestra. Esta colaboração revelou-se extremamente frutífera, passando a estudar direcção de orquestra com Vag Papian, que por sua vez estudara com o célebre professor Musin. Outros eventos destacados da temporada de 1999-2000 incluíram vários recitais com Trevor Pinnock, nos quais Vengerov se apresentou com um violino barroco - e uma digressão a solo com obras de Bach, Ysaÿe e Chtchedrin. Um acontecimento especial nessa temporada foi o Concerto Comemorativo do 65º aniversário de Seiji Osawa, em Tóquio, sob a direcção de Mstislav Rostropovitch, por ocasião do qual Vengerov viajou da Europa para o Japão e vice-versa, em pleno decurso de uma série europeia de recitais a solo, a fim de poder participar nas celebrações.
A temporada de 2000-2001 inaugurou-se com concertos com a Orquestra Sinfónica de São Francisco, sob a direcção de Michael Tilson Thomas, seguidos de uma extensa digressão de concertos, recitais a solo e a duo com Vag Papian, o seu habitual pianista acompanhador, na Austrália, Coreia, Japão e Macau. Realizou digressões na Europa e nos Estados Unidos, para além de concertos com o Maestro Claudio Abbado e aOrquestra Filarmónica de Berlim, no Festival de Salzburgoo. Finalmente, realizou uma digressão europeia com o grupo The Virtuosi, a quem o violinista de jazz Didier Lockwood dedicou especialmente um concerto.
Uma outra vertente da actividade de Maxim Vengerov é a orientação de cursos de aperfeiçoamento. A estação televisiva inglesa Channel Fourrealizou um documentário sobre o intérprete, intitulado "Playing by Heart", o qual inclui a filmagem de uma destas sessões de aperfeiçoamento. Este programa foi emitido em 1999 pelo Festival de Televisão de Cannes. Desde Outubro de 2000, Vengerov é também professor de violino na Escola Superior de Música de Saarland.
Em maio de 2000, Maxim Vengerov celebrou um contrato exclusivo com a EMI Classics. Para esta editora gravou um disco com obras de Stravinski, Chtchedrin e Tchaikovski, dirigidas por Rostropovitch.
Tendo gravado para a editora Teldec Classics durante 10 anos, Maxim Vengerov recebeu, em 1996, duas nomeações para os prémios Grammy - nas categorias de Álbum Clássico do Ano e deMelhor Solista Instrumental com Orquestra - pela sua gravação dos primeiros concertos para violino e orquestra de Shostakovitch e Prokofiev. Este álbum recebeu igualmente o prémio de Melhor Gravação do Ano , concedido pela revista Gramophone. Em 1997, Vengerov recebeu o Prémio Edison para a categoria de Melhor Gravação de Concerto, atribuído à sua gravação dos Segundos Concertos de Shostakovitch e Prokofiev. Gravou ainda o Concerto para Violino e Orquestra de Brahms, com Daniel Barenboim e a Orquestra Sinfónica de Chicago, o qual foi lançado no mercado em 1999 com o aplauso da crítica.
Em 1997, Maxim Vengerov foi nomeado representante da UNICEF na área da música, o que lhe permitiu divulgar a sua arte junto das crianças de todo o mundo e contribuir para a angariação de fundos para programas de apoio. Maxim Vengerov toca no extraordinário violino Ex-Kreutzer, construído por Antonio Stradivarius em Cremona (c.1723).

[editar]