Com o passar do tempo, as cordas têm uma tendência a oxidar devido ao ácido úrico que nossas mãos e dedos produzem naturalmente. E também, pode se acumular crostas de breu nas cordas, na região em que o arco passa para tocar.
O Álcool Isopropílico é muito utilizado em eletrônica e em algumas fórmulas farmacêuticas, por possuir ação altamente antioxidante. Então basta limpar as cordas com uma flanela limpa, umedecida com álcool isopropílico, tomando muito cuidado para não atingir áreas do verniz do instrumento ou do espelho, pois pode corroer o verniz do instrumento, ou o polimento do espelho. Essa operação pode ser feita uma vez por mês. .
Observação: Esse método tem como finalidade prevenir ou retardar oxidação das cordas, mas não corrige e nem recupera cordas oxidadas e enferrujadas.
Mas, acima de tudo CUIDADO
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21.10.12
16.10.12
você sabia ???????
Para criar suas músicas, Ludwig van Beethoven (1770-18270) despejava água gelada sobre a cabeça. Garantia que isto estimulava o cérebro. Beethoven era totalmente surdo quando compôs a Nona sinfonia. Ele sofreu perda parcial da audição aos 32 anos e aos 46 não podia ouvir mais nada.
Curiosidades da Música: orquestra austríaca faz música com legumes e verduras
A orquestra só toca com instrumentos vegetais e usa, por exemplo, castanholas de berinjela, flautas de cenoura ou instrumentos de percussão recheados de feijão. Há até um com nome próprio: "pepinofone", que consiste em um pepino perfurado com uma embocadura de cenoura e um pimentão oco na extremidade.
Artefatos de cozinha como um liquidificador e um ralador de queijo também são usados durante o show.
O grupo de onze artistas toca música a sério: desde compositores clássicos como Igor Stravinski até melodias modernas do grupo de rock eletrônico Kraftwerk.
A orquestra roda o mundo com seus instrumentos vegetais e já tocou na Ásia e no renomado festival de música de Salzburgo.
adaptado de http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2007/11/071119_orque stravegetalmc.shtml
14.10.12
Música clássica é usada para melhorar qualidade de vinhos na Itália
Em Frassina, nas colinas da região da Toscana, experiência que começou com 12 caixas acústicas, hoje tem 80 e já apresenta os primeiros resultados científicos.
A previsão do tempo é sempre acompanhada com atenção pelos agricultores. As condições climáticas são fundamentais para eles, assim como a qualidade do solo. Mas os correspondentes Ilze Scamparini e Maurizio Della Costanza mostram que um produtor da Itália descobriu mais um fator importante no cultivo de uvas.
O que parecia uma intuição romântica tornou-se um método vitorioso. Em Frassina, nas colinas da região da Toscana, onde se produz um dos vinhos mais famosos do mundo, o Brunello di Montalcino, a plantação de uvas reage muito bem ao repertório clássico de Mozart. O homem que sonorizou o campo, Giancarlo Cignozzi, deixou a profissão de advogado há 12 anos.
“Foi depois de uma viagem à Amazônia, quando um pajé disse que a minha vida seria feita de vinho e música”, ele conta.
Os vinhedos crescem com a música de Mozart durante 24 horas por dia. As composições escolhidas usam sempre os mesmos instrumentos: cordas e piano. As óperas e as grandes orquestras foram excluídas para não estressar as plantas. A experiência, que começou com 12 caixas acústicas, hoje tem 80 e já apresenta os primeiros resultados científicos.
Um engenheiro agrônomo afirma que a música ajuda a afastar insetos ou parasitas. O professor Stefano Mancuso, pesquisador da inteligência das plantas na Universidade de Florença, explica que a vibração da música estimula a produção de polifenóis, substâncias responsáveis pelo gosto agradável, e que dão ao vinho aquela característica saudável se consumido em pequenas doses.
O produtor de 50 mil garrafas por ano acredita que o cultivo musical pode ser uma forma sustentável para o futuro, e que não faz diferença para os cachos ouvir uma sinfonia de Mozart ou um sambinha, desde que seja suave.
este é o link do video sobre esta noticia http://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2012/10/musica-classica-e-usada-para-melhorar-qualidade-de-vinhos-na-italia.html
6.10.12
vida e obra de Heitor Villa-Lobos
Heitor Villa-Lobos se tornou conhecido como um revolucionário que provocava um rompimento com a música acadêmica no Brasil. As viagens que fez pelo interior do país influenciaram suas composições. Entre elas, destacam-se: "Cair da Tarde", "Evocação", "Miudinho", "Remeiro do São Francisco", "Canção de Amor", "Melodia Sentimental", "Quadrilha", "Xangô", "Bachianas Brasileiras", "O Canto do Uirapuru", "Trenzinho Caipira".Em 1903, Villa-Lobos terminou os estudos básicos no Mosteiro de São Bento. Costumava juntar-se aos grupos de choro, tocando violão em festas e em serenatas. Conheceu músicos famosos como Catulo da Paixão Cearense, Ernesto Nazareth, Anacleto de Medeiros e João Pernambuco.
No período de 1905 a 1912, Villa-Lobos realizou suas famosas viagens pelo norte e nordeste do país. Ficou impressionado com os instrumentos musicais, as cantigas de roda e os repentistas. Suas experiências resultaram, mais tarde, em "O Guia Prático", uma coletânea de canções folclóricas destinadas à educação musical nas escolas.
Em 1915, Villa-Lobos realizou o primeiro concerto com suas composições. Nessa época, já havia composto suas primeiras peças para violão "Suíte Popular Brasileira", peças para música de câmara, sinfonias e os bailados "Amazonas" e "Uirapuru". A crítica considerava seus concertos modernos demais. Mas à medida que se apresentava no Rio e São Paulo, ganhava notoriedade.
Em 1919, apresentou-se em Buenos Aires, com o Quarteto de Cordas no 2. Na semana da Arte Moderna de 1922, o aceitou participar dos três espetáculos no Teatro Municpal de São Paulo, apresentando, entre outras obras, "Danças Características Africanas" e "Impressões da Vida Mundana".
Em 30 de junho de 1923, Villa-Lobos viajou para Paris financiado pelos amigos e pelos irmãos Guinle. Com o apoio do pianista Arthur Rubinstein e da soprano Vera Janacópulus, Villa-Lobos foi apresentado ao meio artístico parisiense e suas apresentações fizeram sucesso.
Retornou ao Brasil em final de 1924. Em 1927, voltou à Paris com sua esposa Lucília Guimarães, para fazer novos concertos e iniciar negociações com o editor Max Eschig. Três anos depois, voltou ao Brasil para realizar um concerto em São Paulo. Acabou por apresentar seu plano de Educação Musical à Secretaria de Educação do Estado de São Paulo.
Em 1931, o maestro organizou uma concentração orfeônica chamada "Exortação Cívica", com 12 mil vozes. Após dois anos assumiu a direção da Superintendência de Educação Musical e Artística. A partir de então, a maioria de suas composições se voltou para a educação musical. Em 1932, o presidente Vargas tornou obrigatório o ensino de canto nas escolas e criou o Curso de Pedagogia de Música e Canto. Em 1933, foi organizada a Orquestra Villa-Lobos.
Villa-Lobos apresentou seu plano educacional, em 1936, em Praga e depois em Berlim, Paris e Barcelona. Escreveu à sua esposa Lucília pedindo a separação, e assumiu seu romance com Arminda Neves de Almeida, que se tornou sua companheira. De volta ao Brasil, regeu a ópera "Colombo" no Centenário de Carlos Gomes e compôs o "Ciclo Brasileiro" e o "Descobrimento do Brasil" para o filme do mesmo nome produzido por Humberto Mauro, a pedido de Getúlio Vargas.
Em 1942, quando o maestro Leopold Stokowski e a The American Youth Orchestra foram designados pelo presidente Roosevelt para visitar o Brasil O maestro Stokowski realizou concertos no Rio de Janeiro e solicitou a Villa-Lobos que selecionasse os melhores músicos e sambistas, a fim de gravar a Coleção Brazilian Native Music. Villa-Lobos reuniu Pixinguinha, Donga, João da Baiana, Cartola e outros, que sob sua batuta realizaram apresentações e gravaram a coletânea de discos, pela Columbia Records.
Em 1944/45, Villa-Lobos viajou aos Estados Unidos para reger as orquestras de Boston e de Nova York, onde foi homenageado. Em 1945 fundou a Academia Brasileira de Música. Dois anos antes de sua morte, o maestro compôs "Floresta do Amazonas"para a trilha de um filme da Metro Goldwyn Mayer. Realizou concertos em Roma, Lisboa, Paris, Israel, além de marcar importante presença no cenário musical latino-americano.
Praticamente residindo nos EUA entre 1957 e 1959, Villa-Lobos retornou ao Brasil para as comemorações do aniversário do Teatro Municipal do Rio de Janeiro. Com a saúde abalada, foi internado para tratamento e veio a falecer em novembro de 1959.
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