Por curiosidade, sempre soube que Albert Einstein tocou Violino. Só não sabia mais nada a respeito. Depois de pesquisar sobre, resolvi escrever o que se segue. O Grande Físico Albert Einstein, criador da Teoria Geral da Relatividade, era igualmente um músico excelente. Tinha alguma intimidade com o piano, porém, seu grande amor sempre foi o Violino. Aprendeu em casa, iniciando os seus estudos aos 5 anos de idade, com sua mãe pianista, Pauline Koch. De começo não se sentiu atraído pelo instrumento até que conheceu a obra de Mozart e partir daí, jamais deixou de estudar o Violino. Sempre soube que não seria um dos maiores violinistas do planeta, no entanto o seu amor pelo instrumento o auxiliou a continuar praticando por toda a vida. Obviamente, seguiu faculdade na área de Física, foi trabalhar como Escriturário em um Escritório de Patentes. Definiu ainda cedo, antes dos 23 anos sua Teoria da Relatividade. Teve que sair da Alemanha antes da Guerra e refugiou-se nos Estados Unidos, como catedrático já reconhecidamente genial.Conta-se que já desfrutando da sua mais do que merecida reputação, foi-lhe oferecido um Guarneri valiosíssimo, o qual ele de pronto recusou, argumentando que tal instrumento deveria ir parar na mão de um músico promissor. Fama e fortuna, advindo do Violino, não lhe interessava e sim o aspecto mental que o estudo lhe trazia.
Em sua maturidade, ou melhor dizendo, sua 4a. idade (a mesma que a minha atual), foi convidado inúmeras vezes para tocar, o que dentro de sua musicalidade e técnica, aceitava cordialmente, tocando sempre de forma impecável. O dinheiro destes concertos que surgia, doava sempre para a caridade.
Além do que estudava e lecionava (Física), a obra de Bach e Mozart eram o que mais lhe aprazia. Curiosidade a parte, ele também era dado a improvisação e conta-se de que havia um ar cigano quando ele tocava livremente. Em entrevistas quando perguntado, comentava que algumas de suas ideias vieram quando estava improvisando ao Violino. Improvisar, nos termos de habilidades musicais, exige a inteligência e reflexos inacreditáveis da parte de um músico. O cérebro é "aceso" em ambos os hemisférios, sinapses o transformam em uma verdadeira tempestade cerebral. Além da movimento corporal envolvido, a mente controla o movimento atual, preparando-se para os próximos e enxergando uma estratégia que tenha um começo, meio e fim, mental e fisicamente.Seria então o que podemos considerar a música como a Ginástica Cerebral ? Eu, mesmo, voltei a estudar música, por que meu cérebro já não era o mesmo. Demorava para memorizar, o estudo não rendia, estava ficando cansado a toa. Já não estava associando nomes a rostos. Esquecendo fatos relativamente recentes. Enfim, já começava a perceber o desgaste natural do cérebro. E a música tem me ajudado e muito a melhorar minha qualidade de vida, revertendo esse quadro melancólico de final de vida.
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