Um patrimônio cultural dos cariocas está mais uma vez ameaçado. Com dificuldades financeiras há quase uma década, a Orquestra Filarmônica do Rio está sendo oferecida a empresas ou pessoas físicas que possam levá-la adiante, como informou na quarta-feira Ancelmo Gois em sua coluna no GLOBO. Segundo o maestro Florentino Dias, que fundou a Filarmônica em 1978, funcionários administrativos já foram dispensados, e a orquestra, de 70 músicos, não tem mais local fixo para os ensaios.
- Cidades como Nova York têm as suas filarmônicas como verdadeiros cartões de visita. O Rio não pode perder a sua. Estou muito chateado com essa situação. A orquestra não é minha, é do povo. Durante um tempo investi dinheirodo meu próprio bolso. Mas as minhas economias acabaram – afirmou o maestro.
Segundo Dias, seriam necessários investimentos de R$ 40 milhões anuais para reerguer a orquestra. A crise na Filarmônica se agravou a partir de 2004, quando cessou a subvenção anual da prefeitura, que concentrou os investimentos na Orquestra Sinfônica Brasileira. 
Por Rafael Galdo (rafael.galdo@oglobo.com.br) | Agência O Globo 

Fundada em 1978 pelo Maestro Florentino Dias, é reconhecida de utilidade pública, sem fins lucrativos, e está cadastrada no Ministério da Cultura, o que permite aos seus patrocinadores e doadores beneficiarem-se com deduções no Imposto deRenda através da lei Rouanet, além do retorno institucional ao afinarem-se com a harmonia e o belo.