12.11.12

Voluntária canadense dá aula de música na favela da Rocinha


Há cinco meses, a canadense Vanessa Rodrigues de 33 anos decidiu se voluntariar para trabalhar na Escola de Música da Rocinha (EMR) e ensinar crianças da comunidade a tocar o instrumento. Dezessete moradores, entre 7 e 17 anos, estão aprendendo a tocar instrumentos.
Apaixonada pela cultura brasileira, Vanessa veio ao Rio em 2009 para desfilar no Carnaval carioca. Conseguiu oportunidade para tocar tamborim na bateria da Acadêmicos da Rocinha. Nos ensaios, conheceu a comunidade e a EMR. Não pensou duas vezes, foi conhecer o espaço e se ofereceu para ser voluntária.
- Da primeira vez, eu ia ficar só três meses, mas queria ajudar de alguma forma. Dei umas aulas de piano e fiz um arranjo para um grupo de monitores. Voltei ao Brasil em janeiro deste ano e decidi ficar. Vi que violino era uma carência da escola. Corri atrás do visto de permanência por dois anos para fazer o trabalho voluntário aqui na comunidade. Esse trabalho me dá uma razão de viver, paz e alegria profunda – emociona-se Vanessa.
A chegada da canadense permitiu que a EMR pudesse tirar a poeira dos mais de 20 violinos que estavam parados há anos. De acordo com a assistente de coordenação Simone Ferreira, em dois meses de curso, os alunos já mostram resultados.
- Eles fizeram uma pequena apresentação com dois meses de curso. O fruto foi visto muito rápido. Esperamos que agora, com a pacificação, mais pessoas queiram vir visitar e se voluntariar. Era difícil conseguir professor porque muitos tinham medo – lembra Simone.
Pupilo de Vanessa, Gabriel de Oliveira, de 14 anos, descobriu no violino uma nova paixão. Além de frequentar as aulas todas às segundas-feiras, ele leva o instrumento para casa e treina duas horas por dia.
- Fazia aula de flauta e fiquei sabendo que teria de violino. Como é muito caro, nunca pensei que seria possível aprender a tocá-lo aqui dentro da comunidade. Decidi me inscrever e estou adorando. As pessoas dizem que o violino é a minha cara. Acho que me encontrei – destaca o adolescente, morador da Rua 2 da Rocinha.
Orquestra vira realidade
Depois de 18 anos de criação, a EMR poderá realizar o sonho do fundador, o alemão Hans Ulrich Koch. Segundo Simone, a chegada de Vanessa e a doação de amigos da EMR possibilitaram a criação da orquestra da escola. Agora, além de teclado, cavaquinho, flauta doce, canto coral e violão, a EMR também oferece aulas de guitarra acústica, trombone, trompete, contrabaixo, trompa, violino e viola.
- Só agora estamos podendo ter aulas de instrumentos de orquestra. As aulas individuais já começaram e, a partir da semana que vem, iniciamos os ensaios em conjunto – afirma Simone.
Como tocava instrumentos de cordas em uma orquestra no Canadá, Vanessa se tornou a responsável pelo naipe de violino e viola da orquestra. Nesta semana, ela começa a dar aulas de viola também. Empolgada, já se instalou na comunidade de Tavares Bastos e nem pensa em voltar para o seu país de origem.
- Estou me sentindo em casa. Quero um dia voltar para fazer um intercâmbio com eles, levando-os para fazer um concerto em Montreal – sonha Vanessa.

Todos os direitos a:http://correiodobrasil.com.br/voluntaria-canadense-da-aula-de-musica-na-favela-da-rocinha/532128/#.UKGwAoejbdU


9.11.12

Estudar em pé, sentado ou tanto faz?

Por que de estudar em pé?

Questão simplesmente de postura. Só em pé você vai ter a postura correta e vai poder trabalhar corretamente a postura em relação ao peso jogado no pé esquerdo que é fundamental para dar firmeza ao violinista, posição do pé em baixo do braço esquerdo em formação de alinhamento. Questão da postura da coluna e pescoço etc. Redistribuição do peso controlada pelo pé direito.

Fora esses detalhes que influenciam diretamente na sonoridade e execução das técnicas. Em pé você vai poder estar a posição da postura mais básica, depois pode trabalhar a questão do movimento corporal ao interpretar a peça do compositor.

Então para estudar, sempre estude em pé. Quando tiver bastante cansado, ai sim pode estudar um pouco sentado. Mas primeiramente sempre em pé.

 importantíssimo estudar em frente ao espelho e ser o seu próprio vigilante em relação a postura.

Mini violinista




Fiquei impressionado quando eu vi este vídeo, é um dos videos mais inpressionante que já vi.

8.11.12

A história do arco 2


Os arcos barrocos, tem como os violinos também, diferentes medidas e formatos, existem inúmeros formatos, cada um feito de acordo com o que o seu dono pretendia tocar, sendo assim os mais famosos modelos foram os Vivaldi e Tartini, respeitando as exigências de seus respectivos donos, a madeira que era comumente utilizada era o Pau-cobra, uma madeira de aparência maravilhosa, com desenhos que lembram como diz seu nome a pele de uma serpente, tem uma beleza inigualável, e em arcos barrocos funciona muito bem, os talões eram feitos da própria madeira ou então de ébano ou cifres, se utilizava como hoje crina animal para as cerdas, e também se rechinava as cerdas antes de se tocar.
Com o avançar da técnica e a necessidade dos violinistas de terem arcos que produzissem mais sons, e ajudassem na execução do instrumento, como já mencionamos, foram desenvolvidas varia teorias, e feitos muitos modelos, uma pesquisa muito interessante de se fazer alias.


Existem artigos sobre um arco que o próprio Stradivari havia feito, e na oficina de Niccolo Amati, também se fazia os arcos.


O mais interessante de toda a historia é que com a evolução da técnica de construção dos arcos, os luthiers também se viram obrigados a mudar muitos recursos dos instrumentos, e hoje se tem uma vastidão de modelos de arco, com o mesmo tamanho que se tornou padrão para cada instrumento, sendo os mais famosos, os de Sartori, Peccati, Tourte e Villaume.