RIO DE JANEIRO (Agência Brasil) - A Fundação Orquestra Sinfônica Brasileira (Fosb) e o prefeito da cidade do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, marcaram uma audiência para quinta-feira (2) para discutir o corte de R$ 8 milhões que a prefeitura dava ao conjunto. Hoje (30), Paes questionou a gestão da orquestra, feita pela fundação, de economia mista, com orçamento anual de R$ 40 milhões.
O superintendente da OSB, Ricardo Levisky, que não ouviu a entrevista, explicou que a gestão da orquestra é “um triângulo” que envolve recursos públicos, privados e de pessoas físicas “justamente para não ficar dependente de uma única empresa ou do governo. “Todo o dinheiro é auditado, até porque vem de fontes públicas. Nunca tivemos problemas”, disse.
Sobre a unificação entre a OSB e a Orquestra Petrobras Sinfônica, Levisky não se pronunciou. No entanto, explicou que o orçamento reflete custos de uma orquestra de médio porte e que o gasto da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (Osesp) é R$ 90 milhões. A maioria dos investimentos no Rio vão para salários e projetos musicais para jovens e crianças.
"Crescemos de 20 concertos para mais 90 concertos por ano, tivemos um aumento de salários que subiram de R$ 2 mil para R$ 9 mil por mês, considerando gratificações e direito de imagem. A orquestra tem um crescimento de público em ambientes fechados, como o Theatro Municipal, e abertos, como o Complexo do Alemão e a Praia de Copacabana”.
O superintendente também acrescentou que há um contrato de exclusividade com os músicos. Eles não podem tocar em outras orquestras, como sugeriu Paes.
Nenhum comentário:
Postar um comentário