Moradores da rua Rangel Pestana, no Jardim Piratininga, nem estranham mais a música clássica fazendo a trilha sonora do bairro. Clientes da borracharia do Dorival, muito menos. Ver o borracheiro tocando violino já virou cena comum.
Dorival de Freitas, 42, tem uma borracharia (telefone: 3011-1361) e mora no Piratininga há 21 anos. Apaixonado por música erudita, nos horários de pouco movimento, Dorival aproveita para treinar violino, que começou a aprender na igreja que frequenta, há cerca de cinco anos.
O borracheiro, antes de tocar o instrumento, achava que violino era coisa de mulher, mas, claro, mudou de ideia. "Eu achava isso mesmo. Agora sei que não é", diz, rindo. "Quando me sugeriram aprender violino, disse que queria saxofone".
Dorival teve contato com música erudita depois que começou a fazer aulas de violão clássico. Foi assim que aprendeu a ler partituras. Do violão clássico para o violino, foi um passo. "Como estudava muito, me sugeriram o violino, que também é um instrumento de corda. Falavam que eu teria facilidade".
Hoje, já um craque, ele conta sobre a reação das pessoas quando o veem tocando violino: "Elas se espantam. Acham estranho um instrumento fino na mão de um borracheiro".
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