4.5.13

Prefeito do Rio quer unificar sinfônicas


RIO DE JANEIRO (Agência Brasil)  -  A Fundação Orquestra Sinfônica Brasileira (Fosb) e o prefeito da cidade do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, marcaram uma audiência para quinta-feira (2) para discutir o corte de R$ 8 milhões que a prefeitura dava ao conjunto. Hoje (30), Paes questionou a gestão da orquestra, feita pela fundação, de economia mista, com orçamento anual de R$ 40 milhões.
Durante entrevista na sede da Empresa Olímpica Municipal, Eduardo Paes propôs a unificação da OSB com a Orquestra Petrobras Sinfônica para otimizar os investimentos. “Tenho defendido há muito tempo que essas orquestras se integrem e tenham um orçamento volumoso que permita à orquestra ter uma projeção que a cidade merece “, disse Paes.
prefeito, que questionou “uma disputa de vaidades” para a manutenção dos dois conjuntos na cidade, disse que a ideia não é deixar o Rio sem a orquestra, mas fazer a discussão com a OSB.“A prefeitura não se nega a ajudar, mas, às vezes, é preciso fazer certas rupturas para que as pessoas entendam que não estão cuidando de feudos ou guetos”, disse.
Apesar do caráter público-privado da OSB, que também recebe recursos da Vale e do Banco Nacional de Desenvolvimento (BNDES), Eduardo Paes questionou a administração da orquestra e disse que há problemas. “A OSB não é nenhum exemplo de gestão”, disse Paes, sem especificar quais. Segundo ele, o assunto será tratado na audiência, marcada para esta semana.
O superintendente da OSB, Ricardo Levisky, que não ouviu a entrevista, explicou que a gestão da orquestra é “um triângulo” que envolve recursos públicos, privados e de pessoas físicas “justamente para não ficar dependente de uma única empresa ou do governo. “Todo o dinheiro é auditado, até porque vem de fontes públicas.  Nunca tivemos problemas”, disse.
Sobre a unificação entre a OSB e a Orquestra Petrobras Sinfônica, Levisky  não se pronunciou. No entanto, explicou que o orçamento  reflete custos de uma orquestra de médio porte e que o gasto da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (Osesp) é R$ 90 milhões. A maioria dos  investimentos no Rio vão para salários e  projetos musicais para jovens e crianças.
"Crescemos de 20 concertos para mais 90 concertos por ano,  tivemos um aumento de salários que subiram de R$ 2 mil para R$ 9 mil por mês, considerando gratificações e direito de imagem. A orquestra tem um crescimento de público em ambientes fechados, como o Theatro Municipal, e abertos, como o Complexo do Alemão e a Praia de Copacabana”.
O superintendente também acrescentou que há um contrato de exclusividade com os músicos. Eles não podem tocar em outras orquestras,  como sugeriu Paes.

A MÚSICA CLÁSSICA POR TODO O ESTADO DE SÃO PAULO


OSESP ITINERANTE

A turnê Osesp Itinerante percorre anualmente cidades do estado de São Paulo oferecendo à população uma série de atividades gratuitas que incluem concertos sinfônicos ao ar livre, oficinas com músicos da Osesp, cursos de apreciação musical e concertos de câmara e coro, além de concertos ao ar livre.
Dedicando-se à missão de democratizar o acesso do grande público à música sinfônica de qualidade, a Osesp lançou em 2008 este projeto inovador, que alcançou grande  repercussão. Foram o reconhecimento e a recepção do público de cada cidade,  ao participar de diversos concertos, aulas e oficinas, que consolidaram  a Osesp Itinerante como um projeto permanente.

Em 2012 a turnê Osesp Itinerante passou pelas cidades de Araras, Araçatuba, Araraquara, Avaré, Bauru, Jaú, Matão, Ribeirão Preto e São Carlos.
Araraquara: Oficina de Metais (por Daniela Cotrim)
Acompanhe o que acontece na turnê pelo blog osespitinerante.wordpress.com

Para participar das Oficinas e Curso de Apreciação Musical é necessário fazer a inscrição on-line.

Estão abertas as inscrições para as Oficinas e Curso de Apreciação Musical nas cidades de PiracicabaAmericana,AraraquaraItuSorocabaIndaiatubaSão João da Boa VistaSão José do Rio PardoEspírito Santo do Pinhal.
INSCREVA-SE.

Nas Oficinas, além de demonstrações dos instrumentos o público recebe dicas para aperfeiçoamento, explicações sobre as possíveis formações de câmara e ainda aprecia obras tocadas e comentadas pelos próprios professores. As Oficinas são de instrumentos de cordas (violino, viola e violoncelo), sopros (flauta transversal, oboé, clarinete, trompa e fagote) e metais (trompete, trompa, trombone e tuba).

Recomendamos aos participantes que levem o seu instrumento.
Mongaguá: Oficina de Sopros (por Desirée Furoni)

CURSO DE APRECIAÇÃO MUSICAL

Composto por três módulos de três horas por dia, o curso procura cobrir o vasto território musical, abrangendo diversas escolas e épocas (da Antiguidade ao Expressionismo), assuntos abordados de forma leve e atraente para os mais diversos públicos.
Módulo 1: Antiguidade, Idade Média (Ars Antiqua) e Renascença (Ars Nova)
Módulo 2: Barroco, Classicismo e Romantismo
Módulo 3: Impressionismo, Expressionismo


CÂMARA

Grupos da Osesp e do Coro se apresentam em teatros e igrejas em formação de câmara levando às diversas regiões o trabalho de excelência desenvolvido na Sala São Paulo.

Mongaguá: Curso de Apreciação Musical (por Desirée Furoni)
CONCERTOS 

Concertos em grandes palcos montados para receber a Orquestra em grandes formações,para a execução de repertório sinfônico apresentados em praças públicas e praia, agregando um grandioso número de espectadores.


 
A edição de 2013 conta com o apoio cultural de
  

Correalização


              Violin Brasil


1.5.13

Luís Andrade é o único português dos dez finalistas do Prémio Jovens Maestros

Proveniente de uma família de músicos, violinista madeirense dirige a Orquestra de Câmara Enigma em Stokkem, Bélgica. Os dez jovens vão dirigir a Metropolitana.



A lista dos dez directores de orquestra escolhidos, entre os 145 candidatos, foi divulgada esta terça-feira pela Orquestra Metropolitana de Lisboa (OML). Os finalistas irão dirigir a OML, em provas eliminatórias públicas, a realizar entre 15 e 18 de Maio, no Teatro Municipal São Luiz, em Lisboa, permitindo ao júri eleger os três finalistas para novas provas, com orquestra e solista.
Além de Luís Andrade, natural da Madeira, o júri – constituído pelos maestros Cesário Costa e Joana Carneiro e pelo violinista Aníbal Lima – escolheu, entre os 35 candidatos representativos de diferentes nacionalidades: Andris Rasmanis, da Letónia; Azis Sadikovic, da Áustria; Benjamin Rous, dos Estados Unidos; Chaowen Ting, da China; Danko Drusko, da Alemanha; Hyun-Jin Yun, da Coreia do Sul, actualmente a estudar na Alemanha; Kornel Thomas, dos Estados Unidos, de origem húngara; Marius McGuinness, de Espanha, e Sebastian Perlowski, da Polónia.
O vencedor, que receberá o Prémio Caixa Geral de Depósitos, apresentar-se-á num concerto único à frente da OML, no dia 18 de Maio, no palco principal do São Luiz, em Lisboa, e será convidado a fazer parte da programação da temporada 2013/2014 da orquestra.
O concurso destina-se a maestros em início de carreira, até aos 35 anos de idade, e é apresentado pela OML, que o organiza, como "uma oportunidade rara para quem tenta começar na área da direcção musical".
Proveniente de uma família de músicos, Luís Andrade nasceu na Madeira a 4 de Março de 1979. Aos quatro anos começou a estudar violino com a sua mãe, Zita Gomes e, aos sete, violoncelo no Conservatório de Música da Madeira. Filho do contrabaixista e musicólogo Artur Andrade, já falecido, é irmão de Norberto Gomes, concertino da Orquestra de Câmara da Madeira e possivelmente seu próximo director.
Luís Andrade deixou a sua ilha-natal em 1995 para estudar violoncelo em Kiev, capital da Ucrânia, onde se graduou com distinção em 2001. Em 2003 terminou o curso de direcção de orquestra pela Academia Nacional da Ucrânia P. I. Tchaikovsky, e, um ano depois, também com distinção, concluiu uma pós-graduação em violoncelo no Conservatório de Maastricht, na Holanda.
Como violoncelista obteve vários prémios em concursos nacionais e internacionais, entre os quais o primeiro prémio no concurso Juventude Musical Portuguesa em 1990, 1992 e 1996; o segundo prémio no concurso Jovens Músicos, em 1997 e o segundo prémio no Concurso Internacional de Jovens Intérpretes na Ucrânia, em 1999.
Neste momento Luís Andrade é maestro da Orquestra de Câmara Enigma em Stokkem, na Bélgica, e desde Março de 2007 pertence ao Ensemble Walter Boeykens, tendo participado no Festival Internacional de Música em Bornem, na Bélgica, em 2007, 2008 e 2009.

18.4.13

Violino a laser dispensa o violino convencional



Redação do Site Inovação Tecnológica - 17/04/2013
Violino a laser dispensa o violino
O violino é substituído por um feixe de laser que reflete no arco e é coletado por sensores ópticos. [Imagem: Dylan Menzies]
Os músicos costumam dizer que o arco é tão importante quanto o violino.
Dylan Menzies foi mais longe, e garante que apenas o arco é importante.
O pesquisador da Universidade Montfort, no Reino Unido, inventou um arco que dispensa totalmente o violino.
Ou melhor, ele criou um "violino óptico", um autêntico Stradivariusda era tecnológica, formado por um feixe de laser.
Sensores ópticos rastreiam o movimento de um arco real de violino conforme ele é iluminado pelo laser quando passa por uma ranhura em uma base metálica.
As fotocélulas detectam o ângulo e a velocidade do arco e passam a informação para um computador, onde um software constrói a música digitalmente.
Segundo Menzies, que agora pretende comercializar sua invenção, o violino óptico é mais fácil de tocar do que um violino comum porque dispensa justamente a parte mais difícil dessa mestria: a pressão do arco sobre as cordas do violino.
Também é fácil gerar efeitos sonoros, como o vibrato, algo muito difícil para os iniciantes, mas que pode ser feito apenas inclinando levemente o arco sobre o violino a laser.