Sua casa era o palco de encontros de intelectuais que respiravam arte, sendo, portanto o lugar da criação do Quarteto da Guanabara, que dividia com maestria a arte de tocar, com seu marido, o pianista Arnaldo Estrella, o violista Frederic Stephany e o violoncelista Marcio Mallard.
O conjunto se apresentou nos últimos concertos, tendo como última formação a violinista Mariuccia Iacovino, o violista Frederic Stephany, o violoncelista Marcio Mallard e a pianista Maria Luiza Corker,arrebatando com sucesso quase mil pessoas em um recital deslumbrante na Igreja da Candelária, onde tocaram Beethoven e Brahms.
Um dos maiores méritos de Mariuccia era agregar, e não o de destruir, tendo inclusive assinado o documento pela Paz ao lado de Cândido Portinari e Pablo Picasso. Mulher sábia aconselhava, era intuitiva, altiva e extremamente positiva, mérito de uma mulher altamente sedutora, dona de um fascinante encantamento, da mesma forma que era generosa e grande amiga.
Quando estava no palco, dava a verdadeira dimensão da sua entrega total e seu respeito profundo à grande música e aos grandes mestres.
As homenagens continuam no domingo, dia 16, às 11 horas no Theatro Municipal do Rio de Janeiro com a orquestra que leva seu nome, a Orquestra Sinfônica Mariuccia Iacovino regida por Mauricio Carneiro, com obras de M.Glinka, P.Tchaicovsky e L.M.Carneiro, com entrada franca.
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